Paris


Paris: viagens por perto, viagens ao longe…

Paris, cidade mundial e destino turístico, conhecido por todo o lado pela sua fabulosa herança arquitetónica, os seus famosos museus, os bairros Haussmann… Paris, Cidade das Luzes, que por séculos tem atraído pessoas com promessas para um futuro melhor, como mundos individuais, por direito próprio, prontos para iluminar a capital com a sua presença: desde o italiano das montanhas, ao cidadão de Auvergne, ao soldado senegalês, o artesão arménio ou o pastor argelino, o poeta croata, o agricultor de Lao, o imigrante russo, o artista polaco, o refugiado espanhol. O exilado argentino, o comerciante indiano… cada um participa na dança para entrar completamente nestes mundos parisienses.

Com o início da revolução industrial em meados do século XIX, Paris foi o primeiro local de chegada para muitos camponeses da Britânia, vindos de Auvergne ou Normandia, antes de chegarem os italianos, belgas, espanhóis e outros europeus. Durante a época da expansão colonial, Paris é caracterizada pela migração de diferentes partes do império francês.
Esta situação aumentou no século XX durante as suas guerras mundiais em que as populações coloniais do Norte e Oeste de África e Indo-China eram participantes ativos. No início da década de 50, nos ‘’30 anos gloriosos’’, um número grande de migrantes da Argélia, Marrocos, Senegal, vieram trabalhar para as fábricas de Ile de France tal como os migrantes portugueses especializados em construção. Mais recentemente, na década de 70, surgem os vietnamitas e cambojanos fugidos de perseguições políticas e estabelecendo-se na capital, juntamente com os indianos, tamils e pessoas de Soninké das margens do rio de Senegal que atravessa Mali, Senegal e Mauritânia.

Desde 2012, a Bastina Vöyage, parceiro da rede da Migrantour, tem vindo a criar centros de interação social entre os visitantes e os residentes e entre os próprios residentes como recursos de viagens imaginárias e outras heranças migrantes. Vamos encontrar estas outras culturas através de uma série de passeios urbanos, explorando a área, a sua história e locais do quotidiano, através de histórias pessoais e participação em workshops sobre ‘’herança viva’’ (culinária, design, contar histórias…) e através de eventos de celebração (danças, recitais de música, jantares). A viagem, esse objeto de imaginação, começa com a cidade de Paris, antes de chegar às cidadelas culturais de migração pouco conhecidas para melhor compreender ‘’o outro’’, tal como tecer novas ligações sociais, trazendo pessoas e encorajando uma descoberta recíproca. O migrante torna-se num facilitador cultural, um fundador de uma herança cultural, uma ligação pessoal ao seu bairro e à sua volta, um envolvimento da sua viagem. É turismo a zero quilómetros! Bastina Voyage é um membro da Ates (uma associação de solidariedade nacional e da rede de turismo justo).

Com a Migrantour muitos bairros parisienses estão a ser descobertos ou redescobertos de formas diferentes através de encontros com residentes locais, comerciantes, ativistas, representantes religiosos e simples visitantes.

La Goutte d’Or com Barbès e Château Rouge, Bellevillle e Ménilmontant, Les Olympiades, La Chapelle: estes são uma verdadeira miscelânea de culturas onde são expressas a pluralidade de conhecimentos, competências e atitudes dos muitos mundos de Paris.


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